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Política

União Brasil e PT ficam com um quarto dos recursos do fundo eleitoral

Siglas são "donas" de 25% dos R$ 4,9 bilhões que partidos terão direito para campanhas em todo o Brasil neste ano

Publicada em 19/06/22 às 07:16h - 15 visualizações

por Divulgação Câmara Federal


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União Brasil e PT ficam com um quarto dos recursos do fundo eleitoral
 (Foto: Divulgação Câmara Federal)

A cada quatro reais oriundos do fundo eleitoral disponível para o pleito de outubro deste ano, um deve ficar com União Brasil e PT. Os dois partidos são os principais beneficiados com o financiamento público de campanhas, conforme tabela divulgada nesta semana pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). PSD e MDB também aparecem com destaque.

Com direito receber em sua conta R$ 782,5 milhões, o União Brasil lidera a lista do Fundão, sendo responsável por R$ 15,77% dele. A sigla foi criada recentemente, a partir da fusão do DEM com o PSL - assim, as posições desses partidos foi herdada.

Mesmo enfrentando um turbilhão de escândalos e uma derrocata política grande na década passada, o Partido dos Trabalhadores não perdeu seu status de uma das principais legendas do país. Prova disso é a participação do partido no fundo eleitoral.

O PT aparece em segundo lugar na lista, responsável por 10,15% do montante totalizado até aqui - ou seja, R$ 503,3 milhões dos R$ 4,9 bilhões disponíveis no Fundão. Os critérios de distribuição são a participação de cada sigla no parlamento.

Logo de cara, surge uma cota de 2% (R$ 3,1 milhões) distribuída em igualdade entre todos os R$ 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral brasileira. Depois, uma cota de 35% é distribuída conforme os votos de cada sigla na Câmara dos Deputados.

Outros 48% são referentes a proporcionalidade da bancada de cada partido na Câmara Federal, considerando filiações, desfiliações, incorporações e fusões. Por fim, existe ainda uma cota de 15% distribuída conforme a participação de cada legenda no Senado.

OUTRAS SIGLAS

O tradicional MDB tem a terceira maior participação no Fundão, com 7,32%, o que corresponde a R$ 363,2 milhões. O quarto colocado é o PSD, com 7,05% dos recursos - somando assim a quantia de R$ 349,9 milhões. A sigla, criada por Gilberto Kassab, está à frente do antigo partido de seu criado, o PSDB, que vem perdendo força recentemente.

A legenda tucana é a sexta na lista, com R$ 320 milhões (6,45%), atrás ainda do PP, um dos partidos que mais cresceram com a janela partidária. Comandado pelo governista Ciro Nogueira, o Partido Progressista tem direito a 6,95% do Fundão, o que equivale a R$ 344,7 milhões.

NA RABEIRA

Em compensação aos "gigantes" que engolem mais da metade dos recursos do Fundão, aparecem os nanicos, siglas com participação abaixo de 1% - essas legendas recebem meros 0,06%, pois estão "zerados" nos critérios de divisão de recursos e entram apenas nos 2% de cota.

São nove partidos nessa situação: Agir (antigo PTC), DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PRTB, PSTU e UP (sigla deferida no TSE em 2019 e assim não participou das eleições em 2018). Ambos também não conseguiram atingir os requisitos necessários para ter direito a propaganda partidária gratuita em rádios e televisões de todo o Brasil.

MATO GROSSO DO SUL

A distribuição para os candidatos é decidida internamente no partido, mas é quase certo que alguma parcela desses valores "pingue" na conta das campanhas em Mato Grosso do Sul. Líder da lista, o União Brasil mesmo vai lançar Rose Modesto como seu nome ao Governo do Estado.

Já o PT, apesar das resistências da Executiva nacional, escolheu a advogada Giselle Marques, enquanto o MDB coloca André Puccinelli na disputa novamente. O PSD terá Marquinhos Trad na corrida pela cadeira máxima do Parque dos Poderes, fechando a lista dos quatro maiores orçamentos públicos nacionais tendo candidaturas em solo sul-mato-grossense.

O quinto colocado no ranking, PP, não lançou nenhum candidato ao Executivo, mas dará apoio ao tucano (sexto na lista) Eduardo Riedel, que em troca apoia a presidente dos progressistas no Estado, Tereza Cristina, para ficar com a vaga no Senado. 

O PL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, também não tem candidatura em Mato Grosso do Sul para o Executivo, mas vai apoiar Riedel. A sigla bolsonarista tem o sétimo maior orçamento do Fundão, com R$ 288,5 milhões (5,82% do fundo).

DESCAPITALIZADO

Mas nem tudo são flores e um candidato ao Governo não terá sequer como pedir suporte para seu diretório nacional: Capitão Contar, deputado estadual e pré-candidato pelo PRTB. A sigla ficou zerada e receberá apenas a sua parte na cota de 2%.

Luhhara Arguelho, que representa o Psol nessa disputa, pode pleitear uma fatia dos R$ 100 milhões que sua sigla terá direito do Fundão, número equivalente a 2,02% do total. Cabe destacar que o Psol sul-mato-grossense é um dos únicos diretórios estaduais do partido a possuir prefeito: João Alfredo Danieze, em Ribas do Rio Pardo.




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